O que a Bíblia não diz, mais os crentes dizem que diz…

O que a Bíblia não diz.

 

Atos 17:11 – Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.

 

I Tessalonicenses 5:21 – Examinai tudo. Retende o bem.

Introdução.

Em tempos trabalhosos que estamos enfrentando no Reino de Cristo, é urgente a necessidade de nos tornarmos como os cristãos de Beréia: examinar o que temos ouvido, independente de quem tem pregado.

 

A síndrome de papagaio: repetir o que se escuta, há muito tempo dominou muitos púlpitos trazendo diversos ensinos errados e levando milhares de crentes a ensinarem o que as Escrituras nunca ensinaram, causando: dissenção, falsa esperança e promovendo as heresias.

 

Diante dessa realidade, refutaremos alguns chavões evangélicos e versículos interpretados de maneira errada por muitos pastores e pregadores.

 

A bíblia diz: Quem não vem pelo amor, vem pela dor!

 

Seria bíblico esta frase? Podemos afirmar como doutrina, como palavra de Deus, que o chavão acima vem do sopro de Deus? Seria correto afirmar que está escrito nas Escrituras?

 

Não. Não existe um versículo que prove tal chavão. Não podemos pegar experiências e torná-las em versículos. Muitos podem ter passado por momentos de “dor” por desobediência mais devemos saber que cada um é responsável pelos seus próprios atos.

 

No caso de Jonas e Paulo, onde muitos citam, não vemos nenhuma atuação de obrigação a seguir a Deus. Paulo se entregou ao chamado, não resistiu. Jonas reconheceu que o erro era dele, não resistiu. E é importante lembrar que existem pessoas que nem mesmo pela dor se arrependem, o livro do Apocalipse prova essa verdade.

 

Deus açoita, corrige e repreende aquele a quem ama, e fico satisfeito e feliz por isso, mais dizer que o chavão é bíblico, não é.

 

A bíblia diz: O cair é do homem e o levantar é de Deus!

 

Talvez seja o chavão mais comum usado diariamente entre os ímpios, os desviados e os crentes nas igrejas. E infelizmente por muitos líderes para “aliviar” o erro, a queda dos crentes.

 

Não há base bíblica e muito menos um versículo que prove esse chavão.

 

Para refutar esse erro basta lermos a parábola do filho pródigo, entendê-la e aplicá-la como está relatada por Cristo.

 

Mais precisamente no versículo 18 de Lucas 15, todo equívoco desse chavão é refutado: Lucas 15:18 – Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Quem decide abandonar a casa do Pai é o filho, e quem decide voltar para a casa do Pai é o filho, em tempo nenhum, com toda a tristeza do Pai, o filho foi levantado até que ele cai em si e volta para os braços do Pai.

 

Provérbios 24:16 – Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal. É importante compreender que o versículo acima está para a condição dos justos, e não daqueles que se tornam injustos, e ainda assim, nada parecido com o chavão acima.

 

A bíblia diz: Não cai uma folha de uma árvore se Deus não permitir!

 

Que Deus tem o controle de todo o universo é inquestionável, afinal Ele é Deus Criador. Jesus mostrou seu poder sobre a natureza em seu ministério terreno ao repreender o vento, andar por cima das águas.

 

Mais dizer que este chavão é bíblica é mentira. Não encontramos em nenhum lugar das Escrituras, usá-lo como palavras próprias é uma coisa, outra é dizer que está escrito.

 

Veremos a seguir alguns versículos bíblicos, porém interpretados de maneira errada, causando muita confusão no meio cristão:

 

Analisaremos primeiro o Salmos 101. De onde se tiram várias interpretações erradas.
Leia versículo a versículo e identificará que Davi (autor do Salmos), se refere a si mesmo em consagração a Deus, e não a Pessoa de Deus falando.
Muitos usam os versículos de Davi de maneira interpretada errada. Faça a exegese com calma e verificará o que estamos dizendo.

 

Amós 3:3 – Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?

 

Todo este capítulo se refere à Deus e a seu povo (Israel), acerca dos avisos de Deus. Porém é interpretado para divórcios e outros assuntos sem contexto.

 

Mateus 10:30 – E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.

 

Texto onde Cristo consola o coração dos discípulos quando enviados para a missão evangelística. Usado para usos e costumes de não cortar cabelo como uma proibição dada por Cristo.

 

I Crônicas 16:22 – Não toqueis os meus ungidos, e aos meus profetas não façais mal.

 

Muito usado para defender pastores e líderes, este versículo surgiu como um cântico de Davi quando a arca de Deus foi colocada na tenda e oferecido holocaustos a Deus como gratidão.

 

Os ungidos mencionados por Davi, foram aqueles que receberam aliança de Deus : Abraão, Isaque e Jacó.

 

O mesmo versículo é citado em Salmos 105.15, como menção do mesmo cântico.

 

Infelizmente, muitos leigos ficam preocupados quando expomos as más obras, os frutos maus dos falsos profetas como se tivessem “tocando” nos ungidos.
Conclusão.

 

Ainda há muitos outros erros doutrinários e chavões que surgirão, porém, compete a todos os cristãos ouvir de bom grado e conferir se realmente provém de Deus.

 

Sejamos abençoado por Deus!

Deus é amor, e não uma ameaça!

Não há um versículo bíblico que traz essa frase. Além disso é um conceito que não se identifica com a revelação divina. Deus é amor e não faz ninguém sofrer: a dor é expressão da ausência de amor. Às vezes certas pessoas usam tal afirmação pensando que todos devem aderir a Deus, mesmo que seja pela dor. A proposta de Deus é gratuita e nunca uma ameaça. Somos livres de aceitar a Deus ou não. Esse é o maior dom e, reconhecido, nos aproxima, sem dúvida, do divino.

1o dicas para identificar os profetas de Baal!

10 dicas: Como identificar um culto a Baal

Zé Luís

Se você é cristão, mas não tem por hábito ler aquilo que faz responder como tal, certamente pode achar que aqui vai invencionice de um editor de blog que é confuso já no nome.
Certa vez houve uma religião que veio contaminar a crença judaica, a única força de defesa em Israel, e o resultado disso foi o início da total bancarrota daquela nação. Embora vivamos numa sociedade que procura mostrar que Deus é um detalhe totalmente dispensável na grande maioria dos assuntos e setores, um cristão – por ser historicamente assim – nada contra a maré, e portanto, sua força está centrada no culto – agora – pessoal a Deus.
Como previsto pelo próprio livro dos cristãos, a atual multiplicação de conhecimentos do fim dos tempos acontece de uma forma jamais imaginada, trazendo insegurança e confusão sobre o que é e o que não é de Deus. Resolvi trazer algumas dicas sobre o procedimento de um culto a Baal, embora possa existir semelhanças no culto a Jesus. Talvez a tal religião citada não esteja tão extinta assim:
1º  Quanto mais, mais eficaz:
O lema de seus cultuadores é quantidade. 400 profetas, 300 sacerdotes, sumo sacerdotes e uma hierarquia infinita de pessoas e cargos. A intenção é mostrar aos seguidores que o tal deus terá que atender as requisições impostas, abrir as comportas do céu, sendo que no topo desta torre, deverá haver o suprassumo dos religiosos da entidade. Afinal de contas, são centenas de pessoas com o mesmo pensamento positivo, e deus fica sem saída, que não seja obedecer as petições, independente do que se requisite ou que propósito mesquinho vai atras daquele clamor. Para cristãos, 2 ou 3 são suficientes(e uma dessas “pessoas” pode ser a Terceira).
 
2º Baal que se preze, tem sua Jezabel:
Não confunda a personagem com o esteriótipo. “Jezabeis” podem ser homens, mulheres, ou até mesmo casais. Eles empesteiam as lideranças de seus templos com propostas das mais indecentes, em nome do crescimento da religião. Normalmente, correm por fora: gostam de ser o braço direito de líderes honestos, se predispondo a dar qualquer ajuda. Gradativamente, serão “elas” que estarão ditando regras na comunidade, com distorções que podem variar de acordo com sua vaidade. É comum vê-las perseguindo um ou outro dentro das comunidades, e usar seu status alcançado para fazer pesar a mão sobre o desavisado membro (que continua acreditando que está num culto cristão).
 
3º Melhor efeito quando misturado:
Cultos a Baal podem ser facilmente confundidos com cultos a Jeová, já que o princípio religioso é basicamente o mesmo:”Tenha fé!”, ”Adore ao Senhor!(tradução literal da palavra cananéia)”…
 
Eles usarão muitos versículos da bíblia. Tenha certeza disso! (você nem sabe quanto ama a Palavra. Por isso, eles misturam. Caso contrário, você não se interessaria)
 
A imposição de regras e promessas se confundirão gradativamente com a verdadeira vontade de Deus, já que Profetas de Baal proliferam melhor em ambientes onde o seguidor de Jeová é ralo em seu conhecimento nas Escrituras. Ele tende a apresentar “melhoras cultuais” como uma novidade que melhorara o que chama de “as chatas celebrações ao Eu Sou”.
 
4º  Baal exige sacrifícios físicos:
Mutilações, flagelos, ativismo, cansaço durante prolongadas horas de mantras e cânticos, fazem parte da adoração ao deus cananeu. Não espere que a presença de baal se faça, apesar de tamanho esforço – isso não acontecerá – por que sua fé nunca será suficiente para agradar aos seus caprichos. Ele, Baal, é misterioso e nunca parece estar satisfeito: Ora, manda o benefício, ora, retém, caprichosa e injustamente, sem jamais se dispor a explicar nada. Oras! Ele é um deus e não tem que dar satisfação a seus adoradores!
5º Baal é um deus sexual
Postes ídolos, ou baalins, são símbolos fálicos. Curto e grosso? são imensos postes em formato de pênis. Segundo a crença, esses postes fecundam Astaroth (Rainha dos Céus. Conhece o termo?) que enviam suas bençãos aos seus filhos.
 
Na época, numa sociedade agrícola, nada mais desejado para terra árida como o oriente médio do que chuva “fecundada” em abundância. Baal trazia essa promessa. Sua sacerdotisa, e rainha de Israel, cultuava o sexo como forma de adoração, e seu poder e persuasão estava baseado nisso. Templos a Baal tem a sexualidade como algo sagrado, valorizando-a, impondo regras confusas, castrando e impondo-a, questionando intimidades, ao contrário de um cristão, que sabe que pecados sexuais não são tão graves como, por exemplo, a soberba e a falta de perdão.
 
Baal valoriza mais o sexo, e os pecados éticos e morais são perfeitamente aceitos, o que nos leva a próxima dica…
6º  Valores morais podem ser ignorados se é para um bem maior.
Acabe certa vez foi convencido por sua rainha-sacerdotisa-prostituta que ela solucionaria o problema de um proprietário que se recusava em vender um terreno que estava interessado. Inventou uma mentira tão hedionda, que provocou a morte daquele homem, o que o rei teve como aceitável.
 
Nas igrejas de Baal é comum vermos membros “menores” sendo esmagados por lideranças caprichosas. É para isso que Jezabel está lá: Se existe uma necessidade dos que estão no topo da pirâmide, um membro de base pode ser enganado, extorquido, roubado e ignorado. Entre cristãos, até viúvas e orfãos tem o mesmo valor dos mais abastados.
 
7º  Baal se não é surdo, é mudo.
Religião que se preze não tem interação da parte do deus que é cultuado. Embora seja declarado como UM poderoso deus, pode ser considerado surdo, para não ser chamado de mudo. Caso contrário, é perverso, ou o mais óbvio: não está “lá”.
 
A grande diferença nas religiões é que o Deus cristão tem tanto prazer em interagir com sua criação que se fez homem, e sabe exatamente o que sentimos, dispensando o uso de grandes sacerdotes e profetas especializados. Baais e Astaroths não interagem, seus sacerdotes explicam que eles nos ouvem porque estão em silêncio, ensinam que não fazem por não terem a oferta certa, e quando a oferta é certa, sua fé foi pouca.
8º A relação é sempre mercenária:
Seu lema é bíblico: “dê, e deus te devolverá mui grande medida sacudida e transbordante” e está embasada em plantações para este mundo. Você cultiva 100 dólares e terá 200 dólares. Você investe X, e terá X+. Sempre. Você faz sacrifícios, paga sua prestação onde eles estabelecerão que será a “nova casa do tesouro”(usando a regra teocrática de impostos para a Israel de 2000 anos atrás, quando o templo de Jerusalém ainda existia) e terá em troca o seu bem tão aguardado.
É toma lá, dá cá: Ofertou, recebeu.
 
O Deus cristão, embora possa transformar uma pequena bolha de vapor em uma tempestade capaz de solucionar anos de seca, não fará o que Baal propõem. Ele não se compromete com os entendimentos pessoais nos quais os servos de Baal garantem que serão cumpridos como termos de um contrato.
 
Entenda: Deus poderia fazer – materialmente falando – 100 vezes mais do que qualquer homem pudesse inventar em um deus que distribui bens e riquezas. Mas só porque alguém inventou que Deus faz, Ele não se obriga a fazer, mesmo que Jezabel tente convencê-Lo que desta forma seria melhor. Ele não cede a tentações, mesmo que o diabo em pessoa surja em seu momento maior de fraqueza humana.
9º  Em Baal, não há arrependimento.
Arrependimento é coisa de cristão. Esqueça de esperar que um discípulo de Baal recue, mesmo quando você provar, comprovar e re-comprovar que ele está no erro. Mesmo após derrotá-lo, mostrando o poder do verdadeiro Deus, ele será capaz de ameaçar o mais fiel dos crentes(mesmo os que já viram Deus em pessoa) dizendo que não foi derrotado, e prometerá sua destruído. Duvida? Pergunte a Elias, o profeta…
10º  Divisão e omissão:
Como já foi dito, o sistema hierárquico religioso é ideia do deus cananeu, mas além de dar a ideia de “castas” superiores e inferiores, existe uma outra função excelente: Você pega um casal, irmãos, amigos e os coloca em funções diferentes, tornando um superior e o outro, inferior, destruindo gradativamente a relação destes pares.
 
Fica mais fácil para seus sacerdotes manipularem individualmente. Qualquer cristão sabe que uma pessoa não deve andar só, já que quedas imprevisíveis devem ser consideradas na nossa rota.
 
Sacerdotes de baal usam essas quedas como prova de inferioridade das castas. E aí você pergunta: O que fazer quando um “superior”(que nada mais do que um ser humano com qualidades e defeitos, iguais a todos os outros) vier a cair? Simples; omita a queda. Quanto mais alto for o cargo entre os baalins, mais segredos esse suprassumo terá (até que torne  um cínico, e acredite que sua posição proporciona que minta desta forma. Certamente, morrerá doente com doenças psicossomáticas).